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15º Festival Estudantil da Cultura Alemã e Pomerana movimenta 25 escolas em Canguçu

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Foto: Jornal Canguçu Notícia

Jovens estudantes promoveram desfile para mobilizar comunidade a participar do evento. 

Na terça-feira (25), as principais ruas do centro de Canguçu foram interditadas por alguns breves minutos por jovens estudantes que desfilaram com roupas típicas, acompanhados de música de bandinhas, convidando a comunidade para participar do 15º Festival Estudantil da Cultura Alemã e Pomerana.

Entre buzinas, acenos e sorrisos dos pedestres e de comerciantes e funcionários que pararam o seu trabalho para prestigiar o desfile, os alunos tiveram a certeza de que não se tratava de um simples desfile, mas de um ato de preservação cultural, buscando manter viva a tradição e o costume de um povo, de significante presença no município, em meio a modernidade e a correria do dia-a-dia.

O Festival teve início na manhã de terça-feira, no Cine Teatro Municipal, com a escolha dos Casal Fritz e Frida —  o par que, representando a escola de origem, dentro de diversas modalidades, simboliza um casal germânico, com seus traços típicos, preservando a irreverência e cultura própria de seu povo; e o Klain jong e a Klain Maake (menino e menina pequeno).

 Conseguir realizar a décima quarta edição do evento é uma conquista imensurável. A nossa equipe luta há 15 anos para que essa cultura permaneça viva. Esse evento prova a valorização dela dentro do município e promove a  inserção de alunos que buscam aprender a língua. O comércio valoriza nossa cultura e inclusive dá preferência à quem domina a fala alemã e pomerana. — explicou a professora de língua e dança pomerana e membra da Comissão Organizadora, Tanise Stumpf.

Na sexta-feira (28), o evento retorna no Cine Teatro, situado na Rua Coronel Gênes Bento, no Centro, com canto individual e coletivo, causos e poesias, apresentados por alunos da rede de ensino municipal, desde os anos iniciais até o ensino médio.

No sábado (29), acontecerá a abertura oficial, com chamada para o artesanato, mostra de culinária e o destaque fica para os grupos de dança, as bandinhas e o baile da integração no Ginásio Municipal de Esportes Conrado Ernani Bento, situado na Rua Teófilo de Souza Matos, no bairro Izabel. No mesmo dia, a partir das 15h, será oferecido um café colonial para reverter fundos para futuros investimentos no evento.

Criado em 2002 e adotado no princípio como Festival Estudantil da Cultura Alemã (FESTCAL), o evento teve seu nome alterado, buscando uma expansão cultural e uma maior abrangência, que envolvesse junto a cultura pomerana, com seus pontos em comum e suas particularidades. Atualmente o evento é anualmente promovido pela Secretaria Municipal de Educação, em parceria com uma Comissão Especial Organizadora que acompanha o evento desde o seu surgimento.

— Todo ano o Ginásio Municipal fica lotado pelas famílias dos alunos que vem prestigiar o evento e aproveitar para conversar em sua língua materna. O Festcap é como se fosse o nosso Octoberfest de Canguçu. É um evento histórico que agrega mais pessoas e escolas a cada ano. Esse incentivo precisa continuar, porque somente através desta busca é que conseguiremos manter a tradição e a cultura perpetuando por mais tempo. — ressaltou Tanise.

O evento segue o mesmo regramento da edição passada: é cobrado dos estudantes a comunicação em língua pomerana e a preocupação em trazer jurados de cidades vizinhas, com conhecimento renomado sobre a história e a cultura alemã e pomerana.

A professora ressaltou ainda a inserção de novos alunos, que abraçaram a causa e a preocupação no aperfeiçoamento das apresentações. Entre os destaques, Tanise citou a participação e o apoio da Gestão Municipal no evento e ressaltou que o Município se destaca por ‘promover um movimento de valorização cultural que resgata a cultura e a história do povo’;

TITULADOS DESTE ANO:

Educação Infantil: Manuella Raatz Krumreich e Mateus Dell Klug – Escola Carlos Soares da Silveira

1º ao 5º ano: Robertha Devantier Grutzmann e Tanael Bohlke Siefert – Escola Carlos Soares da Silveira

6º ao 9º ano: Daniele Rehbein Ludtke e Ueverton Rehbein Gerhke – Escola José Veridiano Ferreira

Ensino médio e técnico: Catiucia Tessmer Strelow e Wellinton Rediss Thurow – Escola José Veridiano Ferreira

VALORIZAÇÃO DA PRESERVAÇÃO CULTURAL

Além do Tradicional Festival Estudantil, que já se consolidou no calendário municipal, Canguçu se destaca por ações de preservação cultural. Entre elas, estão os grupos de dança e a inclusão da língua pomerana no currículo escolar.

Em 2010, a Câmara de Vereadores aprovou a cooficialização da língua no currículo municipal. A lei oportunizou escolas municipais a trabalharem a língua dentro da grade curricular, registrada no Plano Político Pedagógico.

Na Escola Estadual João de Deus Nunes, a disciplina foi ofertada aos alunos do ensino médio por três anos. Em 2018, ela saiu do currículo, devido a alteração da base comum curricular, estabelecida pela 5ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE).

Neste mesmo ano, a Escola Municipal Carlos Moreira passou a ofertar a disciplina, inédita na rede municipal, para cerca de 60 alunos, do sexto ao nono ano.

Tanise Stumpf coordena também dois grupos de danças tradicionais bastante conhecidos na cidade: o Dansgrup Fröiligjuugend, com cerca de 15 alunos, atuante há 16 anos na Escola Municipal Carlos Moreira, no Canguçu Velho, e o Dansgrup Pomerjuugend, ou Grupo de Dança de Jovens Pomeranos, com 35 alunos, da Escola Estadual João de Deus Nunes, atuante desde 2013, representando o município de Canguçu em inúmeros eventos da região.

  • Material produzido em Parceria com o Jornal Tradição

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Ovos de Colher são aposta de jovens empreendedores nesta páscoa

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Foto: Arquivo Pessoal/Reprodução

Considerado por muitos como o período mais lucrativo do ano para empresas do setor de chocolate, o feriado de páscoa é uma das datas mais esperadas no calendário de quem trabalha no segmentos de confeitaria.

Além das empresas buscarem aproveitar a oportunidade para focar em produtos pouco atendidos pela indústria tradicional, jovens empreendedores estão aproveitando o momento para explorarem o mercado, inovarem com novas receitas e abusarem do marketing boca a boca e da propagação dos negócios em redes sociais para atender a demanda dos consumidores.

O ‘ovo de colher’ é uma das opções que está em alta no mercado. Em Canguçu, a receita caiu no gosto da comunidade nos últimos anos, que teve uma alternativa a mais para o feriado, deixando de ficar restrita somente as opções industrializadas.

A empreendedora Thais Ferraz encontrou na receita uma forma de conseguir uma renda extra no mês. Antes produzindo apenas para os familiares, passou a oferecer para amigos e conhecidos e viu no mercado, uma boa rentabilidade para o investimento.

“Acredito que as pessoas estão substituindo o ovo convencional pelo de colher pelo custo benefício. Além de ser muito melhor, vem recheado e pesa muito mais”. explica a empreendedora. “Faço com chocolate nobre, e recheio de acordo com o gosto dos clientes.

A empreendedora aposta em uma única opção de tamanho para facilitar a produção. Um ovo pesando 400g com o recheio, por um custo de R$ 25,00. As encomendas podem ser feitas pelo facebook.

Já para o zootecnista Marcus Rodrigues, de 26 anos, a opção veio como um aprimoramento nas opções de venda. Após concluir a faculdade e encontrar dificuldade para se inserir no mercado, decidiu vender brownies para ter uma fonte de renda.


“Eu tinha um forno bem pequenininho e uma forma que cabia 12 brownies e meu primeiro pedido era de 82.

A receita veio de uma amiga de Porto Alegre. O primeiro pedido foi feito por uma amiga, para a inauguração de um salão de beleza.

“Eu tinha um forno bem pequenininho e uma forma que cabia 12 brownies e meu primeiro pedido era de 82. Eu ainda morava em Pelotas na época e só consegui porque dois amigos me emprestaram a cozinha para eu fazer a primeira entrega. O brownie nasceu, cresceu e é o que é hoje graças ao apoio e ajuda dos meus amigos”

Empregado, Rodrigues passou a dividir as horas entre um salão e as vendas dos chocolates. Depois de um ano, as vendas aumentaram e ele optou por deixar o emprego para se dedicar ao seu negócio.

“Cinco pessoas foram fundamentais para o nascimento da Eme Brownie. A Grazi por ter me incentivado muito a começar e ter me dado a receita. Sem ela nada teria acontecido! A Paula que comprou a ideia e divulgou muito ele. A Jéssica e o Felipe por terem me emprestado a cozinha deles, apostando que ia dar certo e o Renan que é o responsável pela arte e todas as fotos.”

O ovo de brownie surgiu só neste ano, quando percebeu que muitas pessoas faziam ovo de colher, e pensou que precisava de algo diferente. Na internet, viu que os ovos de brownie eram uma tendência para este ano e somou ao fato de que mais ninguém na cidade conhecia o produto.

“Eu comprei 20 embalagens pensando que era o suficiente. Na primeira publicação nas redes sociais eu vendi 50, e foi só aumentando. O pessoal comprou a ideia e adorou. Superou as minhas expectativas.”

Diferente do ovo de colher tradicional, em que a casca é feita de chocolate normal, o brownie é feito na forma e depois moldado para adquirir o formato de uma casca de ovo. Depois, vem o recheio, com brigadeiro preto ou branco, dependendo do gosto do cliente e por fim, a decoração: raspas de chocolate e mais alguns brownies em cima.

“Esse é o diferencial. A combinação do brigadeiro com os brownies. O pessoal começou a provar e todo mundo se apaixonou. Eu comecei a ter pedido e a ver que dava certo.”

Animado com o sucesso, Rodrigues explicou que já tem algumas idéias no mesmo estilo para as próximas datas comemorativas e que pretende abrir encomendas pós-páscoa para quem não conseguir comprar antes da data.

São três opções de tamanho: 250g (R$ 25), 350g (R$ 35) e 500g (R$ 45). As encomendas podem ser feitas por telefone (53 98101.2490), whatsapp, instagram e facebook.

“O mais importante não é o retorno financeiro que obtive, mas o ato de fazer alguma coisa para as pessoas e ouvir que o quanto elas gostaram. O sentimento positivo é muito maior e mais gratificante que o retorno financeiro.”

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