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Especial Colono e Motorista: A agricultura passada de geração a geração

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Família Rutz é exemplo da permanência do jovem no meio rural em Canguçu.

Canguçu, a Princesa dos Tapes, contando com cerca de 14 mil propriedades rurais é reconhecida como a capital da agricultura familiar, sendo o município brasileiro com o maior número de minifúndios do Brasil.

Paralelo aos números que permeiam desde a cultura até a economia local, o munícipio carrega consigo histórias e valores do âmbito rural que não se encontram em livros e jornais, mas são herdados pelas gerações sucessoras, encarregadas de preservar um modo de viver simples e digno. Em meio à essas tantas estórias, encontramos a de Iasmin Rollof Rutz.

Em uma pequena propriedade de aproximadamente 8ha, a família produz alimentos orgânicos e produtos coloniais para comercializar na Feira Sabores da Terra, prática a qual já têm dois anos e, segundo os mesmos, tem ganhado a confiança da população.

Iasmin conta-nos que vive com seus pais Paulo Renato Braga Rutz e Eliana Rollof Rutz e seus irmãos Uender Rollof Rutz e Simond Rollof Rutz e fazem da agricultura sua fonte de renda, a qual é composta desde o tampo de leite, até a produção de alimentos orgânicos e produtos coloniais, bem como plantio de fumo, milho crioulo e feijão.

Motivados pela ideia de cultivarem o próprio alimento, deixando assim de consumirem produtos cultivados pelo abuso de agrotóxicos, a família defende ainda que a monocultura é prejudicial em diversas esferas, e sua forma de produção se dá a partir da busca de um sistema de manejo que não agrida tanto a natureza.

As tarefas são bem distribuídas, desde o período da manhã, onde todos se levantam no mesmo horários e, enquanto um ordenha a vaca, outro trata os porcos, e outro as galinhas, para depois de tudo concluído, poderem reunirem-se para o trabalho coletivo na lavoura.

Trabalhamos em equipe, dividindo as tarefas para nunca ficar pesado pra ninguém – reforça Iasmin.

—  A agricultura orgânica vem sendo uma ideia nova na nossa cidade, pois é mais comum que todos trabalhem com agricultura convencional e cultivo do tabaco, onde utilizam uma grande quantidade de agrotóxico e produtos químicos. A agricultura orgânica vem abrindo os olhos e a mente para que todos que vivem no campo vejam que existem outras formas de cultivo onde possam ter uma maior qualidade de vida;

Iasmin acredita que o mérito de importância comunitária do trabalho rural não está restrito à forma de produção adotada por sua família, mas que toda a comunidade rural, em igual peso é importante para a história e para a economia local.

São os agricultores que movimentam a economia do município. – reforça Iasmin

Quanto as dificuldades encontradas no meio, ressalta que é necessário um olhar mais atento para as carências do meio, como a dificuldade nas estradas, donde fazem uso para escoar a produção, ficando muitas vezes ilhadas. Aponta ainda para os altos custos dos hectares e a falta de incentivos por parte do governo, o que acaba por dificultar ao jovem agricultor a obter um espaço próprio para trabalho.

Que jovem se sentirá motivado para continuar no meio rural sem um incentivo para adquirir um espaço seu?

Paulo e Eliana com muitos esforços e economias conseguiram ao longo dos anos comprarem os oito hectares das quais fazem uso hoje, apontando que a dificuldade era ainda maior no passado, onde, à exemplo seus pais, cultivavam milho e feijão na terra de terceiros.

A família que desde sempre viveu da agricultura, desde o tempo dos avós, não tendo nenhum componente que vivesse na cidade, se orgulha de manter viva a tradição.

—  Eu prefiro viver na zona rural por poder produzir o meu próprio alimento, não precisando depender do mercado, e por que acredito que quem vive na zona rural vive mais tranquilo, menos suscetível a stress. Pretendo empreender meu conhecimento na propriedade. Eu e meu irmão, a qual está se formará técnico-agroecologista neste ano. Temos muitos sonhos, sendo um deles a de preservar esse digno trabalho.

A herança cultural preservada pela Família Rutz,  solidifica não apenas no município o valor do colono, para a economia e cultura, mas também para a história, a qual guarda com carinho os frutos dessa tradição.

— Matéria produzida em julho de 2017 por membros do Jornal Canguçu Notícia, em parceria com o Jornal Tradição Regional.

Pessoas

Diogo Zarnott deve iniciar tratamento nos próximos dias

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Foto: Divulgação

A família do pequeno Diogo Zarnott já está em Porto Alegre realizando uma avaliação médica para verificar se o menino já pode receber a primeira aplicação do remédio que controla a evolução da Atrofia Muscular Espinhal (AME 2).

Nas redes sociais, os pais do menino, Edison e Darleni Zarnott, se disseram otimistas e confiantes de que já nesta terça, Diogo receberá a 1º dose do medicamento.

O casal agradeceu a comunidade que abraçou a campanha e arrecadou um valor próximo de 4 doses.

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