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“Até agora, parece que não caiu a ficha” diz pai do menino Diogo

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Foto: Jornal Canguçu Notícia

Nos últimos dias uma onda de solidariedade tomou conta de Canguçu. Uma pequena campanha nas redes sociais para arrecadar fundos para pagar o tratamento de uma criança com doença rara comoveu a cidade e, desde então, cada canguçuense tem dado a sua parcela de participação.

Tudo começou a duas semanas atrás, quando os pais do pequeno Diogo Zarnot, de apenas 1 ano e nove meses ficaram sabendo do diagnóstico: Atrofia Muscular Espinal (AME) do tipo 2.

A doença é grave, rara e degenerativa. Afetando os neurônios da medula espinhal e do tronco cerebral, a doença passa a limitar os movimentos do corpo. A origem é genética e não há cura. O agravante é que ela avança com o passar do tempo e o único medicamento capaz de atrasar esse avanço da atrofia não é vendido no Brasil e o Sistema Único de Saúde (SUS) não fornece o remédio..

Para conseguir comprar pelo menos uma dose do medicamento, a família precisa arrecadar R$ 318 mil. Determinados, os  pais do menino, Darleni Schroedere e Edison Zarnot iniciaram uma campanha para arrecadar fundos para 1 ano de tratamento.

“Nos sentimos arrasados. E ficamos apavorados quando soubemos o valor da dosagem. A gente não sabia o que fazer. Não tínhamos condições financeiras. […] Até agora, parece que ainda não caiu a ficha.” — explicou o pai, comovido.

Os pais do menino ingressaram com um pedido na Justiça para que o Sistema Único de Saúde fornecesse o medicamento, mas ainda não havia nada concreto. O processo ainda tramita e a família decidiu iniciar uma campanha.

Não demorou muito até que a surpresa viesse: um grande número de pessoas da cidade e do interior dispostas a ajudar o filho a arrecadar dinheiro para comprar as seis doses, necessárias para o primeiro ano de tratamento.

“Muita gente ligou querendo organizar shows, rifas e eventos. Não imaginamos que a comunidade fosse se comover tanto e nos ajudar como tem feito. Nos orientaram a iniciar o tratamento o quanto antes, para evitar que outra parte do corpo começasse a atrofiar”

O pai argumentou que muitas pessoas ficaram desconfiadas no início: “Não é para nós esse dinheiro. É para o Diogo, uma criança de um ano e nove meses. A gente não quer que aconteça nada mas […] não tem sido fácil, sabe?”

Zarnot estima que foram espalhados pontos de coletas em cerca de 90% dos comércios de  Canguçu. Entre eles, estão mercados, lojas, farmácias e postos de combustíveis. Além disso, algumas das empresas ofereceram atrativos para quem fizesse uma doação, como o sorteio de brindes e produtos. Os pontos de coleta foram espalhados até mesmo no interior.

Em muitos comércios e lojas, cartazes foram fixados para atrair a atenção dos consumidores para a iniciativa. Além disso, adesivos com a pergunta “Eu já doei, e você?” foram confeccionados e vendidos por R$ 5 para aumentar mais as doações;

“Tem gente doando cavalos crioulos para para fazer um leilão virtual. Estamos vendo a comoção do pessoal. Todos estão com a gente. Não conseguimos nem responder todas as mensagens até agora.”

Até a manhã de quinta-feira, a família havia arrecadado R$ 35 mil. Enquanto a campanha não alcança o valor necessário para o início do tratamento, Diogo faz fisioterapia, conforme orientação médica. Segundo os pais, há uma esperança de que no futuro ele possa recuperar o movimento das pernas.

AJUDE A FAMÍLIA DE DIOGO:

WhatsApp: (53) 9-8431-2380 – (53) 9-8416-0019
Instagram: https://www.instagram.com/ameodiogo


CONTAS BANCÁRIAS PARA DOAÇÕES:
BANRISUL
Agência: 0167
Conta Poupança: 39.066.720.0-6
CPF: 054.791.620-55
Diogo Schroeder Zarnot

BANCO DO BRASIL
Agência: 0617-3
Variação: 51
Conta Poupança: 17.481-5
CPF: 767.495.410-20
Darleni Schroeder Zarnot

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Homem é preso por ameaçar companheira com adaga no Remanso

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Na tarde de sexta-feira (17), a Brigada Militar prendeu um homem de iniciais G.M.S. por ameaçar sua companheira e resistência, no Remanso, no 2º distrito.

A denúncia anônima aconteceu por telefone. Ao chegarem no local, os policiais conversaram com a vítima que relatou estar sendo ameaçada com uma adaga. Ao realizar a abordagem, o autor resistiu e desacatou a os policiais.

A polícia deu voz de prisão, e o homem foi conduzido na condição de preso ao Pronto Socorro e após para a Delegacia de Polícia para os devidos procedimentos legais.

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