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Câmara aprova projeto que autoriza Prefeitura a comprar alimentos de agricultores familiares

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Foto: Arquivo/Jornal Canguçu Notícia

O programa tem como diretrizes o estímulo à organização de núcleos de produção nas comunidades rurais e a aquisição de alimentos produzidos pelos agricultores da agricultura familiar, na modalidade compra com doação simultânea.

Na sessão da última quinta-feira (11), a Câmara aprovou um projeto de lei que cria o Programa Municipal de Aquisição de alimentos da Agricultura Familiar.

O projeto de autoria do vereador Erroldisnei Borges (Rodinha), da bancada do PT, institui a criação de um programa na qual autoriza a Prefeitura Municipal a comprar alimentos diretamente de agricultores familiares enquadrados nos grupos do PRONAF e distribuí-los para famílias em situação de insegurança alimentar e nutricional, além de abastecer a rede
socioassistencial e a rede rede pública e filantrópica de ensino.

— É importante o encaminhamento desta matéria ao Executivo para que normatize as ações de compra e doação simultânea, no intuito de proteger os interesses dos cidadãos do município, que cumprem com o dever nobre de produzir alimento a nossa população. Por outro lado é dever e obrigação do poder público fornecer alimentos àquelas famílias que passam momentaneamente por insegurança alimentar. — explicou o vereador;

Segundo o documento aprovado, o programa busca promover, estimular e fortalecer as atividades de produção agrícola, agropecuária, piscicultura, apicultura e extrativista; gerando trabalho e renda dentro do Município;

Além disso, o projeto busca estimular o desenvolvimento de técnicas da agricultura agroecológicas e orgânicas, diversificar de forma direta a oferta de alimentos oriundos da agricultura familiar na merenda das escolas, creches, programas sociais e repartições do município e apoiar a comercialização dos alimentos produzidos pela agricultura familiar,
melhorando a qualidade de vida de toda a comunidade.

— Devemos promover a articulação entre a produção da agricultura familiar e a destinação desta produção, visando o desenvolvimento da economia local e o atendimento direto às demandas de suplementação alimentar e nutricional dos programas sociais locais. — argumenta Rodinha.

COMO FUNCIONARÁ NA PRÁTICA

A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Agrário, juntamente com o Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável e Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional, ficam responsáveis de elaborar o Projeto Técnico Específico, o Plano de Aplicação e o Termo de Referência para o Programa, com a colaboração do Grupo Gestor que acompanhará todo o processo de aquisição e distribuição.

Já a Prefeitura fica responsável por providenciar a logística para a recepção, armazenamento e distribuição dos produtos, através da organização de centros de distribuição, além de equipar espaços públicos existentes com equipamentos de conservação e armazenamento.

GARANTINDO A QUALIDADE DOS PRODUTOS

Para garantir a qualidade dos produtos, a lei prevê que eles devem estar limpos, secos, e enquadrados nos padrões de higiene e qualidade, obedecendo aos padrões estabelecidos pelos órgãos competentes da Vigilância Sanitária do Município.

Visando estimular o cuidado com os produtos, a Vigilância Sanitária do Município realizará de forma contínua reuniões, seminários e capacitações para os beneficiários habilitados e credenciados pelo Grupo Gestor para o cumprimento do controle sanitário e qualidade dos produtos.

As entidades que tiverem interesse em receber os produtos amparados pelo programa, devem elaborar, por meio de um profissional da área de nutrição devidamente habilitado, um quantitativo de alimentos de forma discriminada através de uma relação anual, bem como o cardápio, que deve ser organizado de forma específica.

O projeto, aprovado por unanimidade, foi encaminhado ao prefeito Vinicius Pegoraro para ser sancionado.

com informações da assessoria de imprensa da Câmara de Vereadores

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Ovos de Colher são aposta de jovens empreendedores nesta páscoa

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Foto: Arquivo Pessoal/Reprodução

Considerado por muitos como o período mais lucrativo do ano para empresas do setor de chocolate, o feriado de páscoa é uma das datas mais esperadas no calendário de quem trabalha no segmentos de confeitaria.

Além das empresas buscarem aproveitar a oportunidade para focar em produtos pouco atendidos pela indústria tradicional, jovens empreendedores estão aproveitando o momento para explorarem o mercado, inovarem com novas receitas e abusarem do marketing boca a boca e da propagação dos negócios em redes sociais para atender a demanda dos consumidores.

O ‘ovo de colher’ é uma das opções que está em alta no mercado. Em Canguçu, a receita caiu no gosto da comunidade nos últimos anos, que teve uma alternativa a mais para o feriado, deixando de ficar restrita somente as opções industrializadas.

A empreendedora Thais Ferraz encontrou na receita uma forma de conseguir uma renda extra no mês. Antes produzindo apenas para os familiares, passou a oferecer para amigos e conhecidos e viu no mercado, uma boa rentabilidade para o investimento.

“Acredito que as pessoas estão substituindo o ovo convencional pelo de colher pelo custo benefício. Além de ser muito melhor, vem recheado e pesa muito mais”. explica a empreendedora. “Faço com chocolate nobre, e recheio de acordo com o gosto dos clientes.

A empreendedora aposta em uma única opção de tamanho para facilitar a produção. Um ovo pesando 400g com o recheio, por um custo de R$ 25,00. As encomendas podem ser feitas pelo facebook.

Já para o zootecnista Marcus Rodrigues, de 26 anos, a opção veio como um aprimoramento nas opções de venda. Após concluir a faculdade e encontrar dificuldade para se inserir no mercado, decidiu vender brownies para ter uma fonte de renda.


“Eu tinha um forno bem pequenininho e uma forma que cabia 12 brownies e meu primeiro pedido era de 82.

A receita veio de uma amiga de Porto Alegre. O primeiro pedido foi feito por uma amiga, para a inauguração de um salão de beleza.

“Eu tinha um forno bem pequenininho e uma forma que cabia 12 brownies e meu primeiro pedido era de 82. Eu ainda morava em Pelotas na época e só consegui porque dois amigos me emprestaram a cozinha para eu fazer a primeira entrega. O brownie nasceu, cresceu e é o que é hoje graças ao apoio e ajuda dos meus amigos”

Empregado, Rodrigues passou a dividir as horas entre um salão e as vendas dos chocolates. Depois de um ano, as vendas aumentaram e ele optou por deixar o emprego para se dedicar ao seu negócio.

“Cinco pessoas foram fundamentais para o nascimento da Eme Brownie. A Grazi por ter me incentivado muito a começar e ter me dado a receita. Sem ela nada teria acontecido! A Paula que comprou a ideia e divulgou muito ele. A Jéssica e o Felipe por terem me emprestado a cozinha deles, apostando que ia dar certo e o Renan que é o responsável pela arte e todas as fotos.”

O ovo de brownie surgiu só neste ano, quando percebeu que muitas pessoas faziam ovo de colher, e pensou que precisava de algo diferente. Na internet, viu que os ovos de brownie eram uma tendência para este ano e somou ao fato de que mais ninguém na cidade conhecia o produto.

“Eu comprei 20 embalagens pensando que era o suficiente. Na primeira publicação nas redes sociais eu vendi 50, e foi só aumentando. O pessoal comprou a ideia e adorou. Superou as minhas expectativas.”

Diferente do ovo de colher tradicional, em que a casca é feita de chocolate normal, o brownie é feito na forma e depois moldado para adquirir o formato de uma casca de ovo. Depois, vem o recheio, com brigadeiro preto ou branco, dependendo do gosto do cliente e por fim, a decoração: raspas de chocolate e mais alguns brownies em cima.

“Esse é o diferencial. A combinação do brigadeiro com os brownies. O pessoal começou a provar e todo mundo se apaixonou. Eu comecei a ter pedido e a ver que dava certo.”

Animado com o sucesso, Rodrigues explicou que já tem algumas idéias no mesmo estilo para as próximas datas comemorativas e que pretende abrir encomendas pós-páscoa para quem não conseguir comprar antes da data.

São três opções de tamanho: 250g (R$ 25), 350g (R$ 35) e 500g (R$ 45). As encomendas podem ser feitas por telefone (53 98101.2490), whatsapp, instagram e facebook.

“O mais importante não é o retorno financeiro que obtive, mas o ato de fazer alguma coisa para as pessoas e ouvir que o quanto elas gostaram. O sentimento positivo é muito maior e mais gratificante que o retorno financeiro.”

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