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Canguçu promove a Primeira Semana Municipal de Conscientização do Autismo

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Foto: Prefeitura de Canguçu/Reprodução

Nesta semana, Canguçu promove a Primeira Semana Municipal de Conscientização do Autismo. A ação é uma parceria entre Câmara de Vereadores, Prefeitura Municipal e Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) e acontece até o dia 6 de abril.

A proposta é informar a comunidade sobre o que é o autismo, as características de quem tem e as dificuldades para se inserirem no ambiente social e escolar.

Para a assessora de imprensa e organizadora Roberta Pereira, a importância da semana está em promover a oportunidade da comunidade se inteirar melhor sobre o espectro.

“Tem muitos autistas que não sabem que são. O autismo tem vários graus, e as vezes, ele é tão fraco que os pais não conseguem identificar que o filho tem. No interior, onde muitas famílias estão afastadas da cidade, muitos pais não conseguem identificar o autismo nos filhos.” — explicou a assessora e membra da organização Roberta Pereira.

Na terça-feira (2), crianças e pais realizaram uma passeata no centro da cidade. As faixas e os sorrisos tomaram conta da via principal da cidade. Panfletos sobre a conscientização foram distribuídos para os pedestres e comerciantes.

E assim, foi o início da Primeira Semana Municipal de Conscientização sobre o autismo, pautada no tema: “O Autismo é uma forma diferente de ver o mundo”.

Na quarta e na quinta-feira, o Cine Teatro Municipal sediou duas palestras sobre o tema. Rose Mery Krevin abordou o autismo como uma lição de amor e Gitania Vargas abordou sobre a família. A Câmara Municipal de Vereadores promoveu também na quinta, uma sessão especial sobre o autismo.

Na sexta e no sábado, alguns alunos autistas e seus pais estarão na IV Feira do Livro de Canguçu para explicar pontos sobre o autismo e apresentar livros e materiais sobre o tema. Além disso, estarão sendo expostos na Feira os materiais usados no desenvolvimento motor e na capacidade cognitiva das crianças.

“Começamos de uma forma pequena, mas unindo com a IV Feira do Livro e com a Conferência de Saúde abre mais o espaço para falar sobre o autismo no Município, a partir dessa primeira semana de conscientização.” explica a organizadora.

Para a psicóloga da APAE, Míriam Neutzling, quem tomou a frente pela criação do evento de conscientização foram as mães dos alunos, quando propuseram ao Poder Público uma semana de ações e palestras. Os pilares da ação foram o contato e a sensibilização da comunidade para o tema.

Para Roberta Pereira, a relação entre a prefeitura e a Apae na ação foi “uma parceria unilateral”. O Executivo ajudou na organização da logística, na realização das palestras e na viabilidade da passeata, contactando o Departamento de Trânsito para fechar a rua durante o ato.

“Tudo foi feito em conjunto. Canguçu conta com um número grande de autistas e é referência no atendimento, graças ao trabalho excepcional desempenhado pela APAE.” destaca Roberta.

AUMENTO DE REPASSES GARANTIRAM CONTINUAÇÃO DO ATENDIMENTO

No final de 2017, o atendimento oferecido a 36 pessoas com autismo corria o risco de ser interrompido. Com apoio limitado de recursos financeiros, que cobriam parcialmente o pagamento aos técnicos contratados, a instituição precisou realizar promoções coletivas e arrecadar doações para manter os atendimentos.

Na época, a APAE realizava o atendimento de 180 crianças com deficiência intelectual e múltipla. Não havia previsão de aumento nos repasses do Estado e o número de crianças com espectro autista na fila para serem atendidas só aumentava. Para não comprometer as finanças e os atendimentos, optou por comunicar o Município sobre a possibilidade cada vez mais real de reduzir os atendimentos.

“Quando as crianças apresentavam uma melhora, tinham que sair para dar espaço para outros alunos. Isso dificultava o tratamento, porque quando elas tinham um avanço, acabavam tendo que procurar outro lugar para continuar” – relembra Roberta.

Pais de alunos em tratamento se reuniram no Gabinete do Prefeito e expuseram sua insegurança.

Um Termo de Fomento e Acordo de Cooperação aumentou o recurso de R$ 70 mil ao ano, para R$ 270 mil para 2018, zerando a fila, ampliando a capacidade de atendimento e garantindo a manutenção de serviços. O acordo de cooperação cedia ainda 15 professores, 1 estagiário, 1 técnico em suporte pedagógico , 1 servente e 1 motorista.

“Várias situações foram pensadas na época, para auxiliar a instituição. Temos uma parceria grande com a APAE, e tem uma questão específica, que ao meu ver, é um diferencial: a aptidão para fazerem esse atendimento. Os profissionais tem amor pela causa e toda a qualificação técnica. Não havia motivo para a Prefeitura criar um Centro Municipal para atender o autismo. Nós tínhamos que apoiar a entidade que sempre foi parceira do município, então nos programamos e remanejamos um orçamento de R$ 200 mil reais.” – relembrou o Prefeito Vinicius Pegoraro.

Neste ano, o repasse foi ampliado para R$ 380 mil. Segundo a Prefeitura, o intuito é manter o atendimento e promover melhores condições de trabalho aos professores e cuidadores.

“É importante fazer calçamento, botar o tijolo e o cimento. Isso mostra que o município está crescendo. Agora a felicidade a gente não consegue medir por metro quadrado, linear ou pela quantidade de cimento. A gente mede por programas como este, em que se consegue transformar a vida das pessoas. É um processo lento, que muitas vezes não chama a atenção, mas ele é extremamente importante para transformar a realidade do município. Esse é o grande diferencial deste atendimento. É a transformação que a gente promove no Município, a possibilidade de inclusão e principalmente de conscientização das pessoas que não conhecem o autismo e não sabem como lidar com ele.” — explicou o chefe do Executivo.

Atualmente, 42 crianças autistas são tratadas na Escola Saber Viver (APAE). A instituição frisou que a parceria com o Poder Público tem sido muito importante para conseguir suprir a demanda dos atendimentos.

Pessoas

Diogo Zarnott deve iniciar tratamento nos próximos dias

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Foto: Divulgação

A família do pequeno Diogo Zarnott já está em Porto Alegre realizando uma avaliação médica para verificar se o menino já pode receber a primeira aplicação do remédio que controla a evolução da Atrofia Muscular Espinhal (AME 2).

Nas redes sociais, os pais do menino, Edison e Darleni Zarnott, se disseram otimistas e confiantes de que já nesta terça, Diogo receberá a 1º dose do medicamento.

O casal agradeceu a comunidade que abraçou a campanha e arrecadou um valor próximo de 4 doses.

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