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Coluna Saúde Mental — Suicídio: Vamos falar a respeito?

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O suicídio ainda é um assunto causador de medo e espanto pelo fato das pessoas não saberem como lidar com essa triste realidade.

As causas mais comuns do suicídio estão associadas a transtornos mentais, que podem incluir depressão, ansiedade, transtorno bipolar, esquizofrenia, alcoolismo e abuso de drogas. Fatores como dificuldades financeiras e/ou emocionais também desempenham um fator significativo.

Cerca de 800 mil pessoas se suicidam por ano no mundo. Imagem: OMS/PAHO

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada 40 segundos, uma pessoa tira sua vida no mundo. Com base nesse e outros dados, o suicídio torna-se um grave problema de saúde pública e sua prevenção prioridade.

A prevenção é realizada através da educação: É preciso deixar de ter medo de falar sobre o assunto, derrubar tabus e compartilhar informações ligadas ao tema.

A sociedade precisa reconhecer sinais, diferenciar mitos e verdades, ouvir profissionais e ter acesso a formas de apoio. ”Falar é a melhor solução”, esse é o lema da campanha Setembro Amarelo do CVV (Centro de Valorização da Vida).

Um diálogo aberto, respeitoso, empático e compreensivo pode fazer a diferença. Oferecer suporte emocional, informar sobre a ajuda profissional e mostrar-se à disposição são pontos importantes. Se a pessoa falar claramente sobre o plano de cometer o ato é primordial que ela não seja deixada sozinha.

Quem estiver presente neste momento, deve contatar os familiares da pessoa, procurar algum serviço de saúde mental, e se necessário acionar o serviço de urgência/emergência (Pronto Socorro) local.

Pode-se indicar também o serviço oferecido pelo CVV, disponível em www.cvv.org.br, que trabalha para promover o bem estar das pessoas e prevenir o suicídio, em total sigilo, 24h por dia (através do número 188).

 

 

 

 

SOBRE A COLUNISTA: Graduada pela Universidade Católica de Pelotas, Júlia Tarouco Bezerra é especialista em Terapia Cognitivo Comportamental (TCC), atua no Hospital de Caridade de Canguçu, e em seu endereço pessoal, desde 2016 atendendo crianças, adolescentes e adultos.

Atendimento Psicóloga Júlia Tarouco Bezerra – CRP 07/25347
Rua Silva Tavares, 1353 — Centro
Telefone/Whatsapp: (53) 9 8468-1298

 

Cultura

Assista: Documentário ‘Raiz sob a Flor’ trata da Ditadura Militar em Canguçu

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Muito se fala sobre o período da ditadura militar, mas pouco se sabe sobre os impactos que ela causou em Canguçu.

No ano passado (2017), o estudante de cinema Humberto Schumacher da Gama Júnior produziu um documentário sobre os desdobramentos do Regime Militar no Município.

Intitulado ‘Raiz sob a Flor’, o curta revela passagens que poucos Canguçuenses tiveram conhecimento, como a cassação do médico Emir Squeff, quando era prefeito da Cidade. Na época, o poder foi assumido por Waldemar Fonseca, que havia perdido as eleições.

Josino Bezerra é outro enfoque do filme: é o único político do MDB que foi efetivamente torturado, em Canguçu, (que se tem notícia e registro).

Foram 2 anos de pesquisa e 8 meses de produção. O curta inclui documentos da época, depoimentos em vídeo, entrevistas por telefone e áudios do Congresso Nacional em 1964. O ponto de norteamento da produção é revelar os impactos da Ditadura Militar em um município pequeno, como Canguçu.

O filme foi exibido em 5 estados – Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Alagoas – totalizando cerca de 15 mil espectadores. Em Canguçu, ele foi reproduzido em duas sessões de cinema, promovidas pela Prefeitura de Canguçu, em parceria com a Universidade Federal de Pelotas (UFPel)

Durante o período em que o filme estava sendo apresentado em festivais e mostras, ele não pode estar disponibilizado na web. Com o término das exibições, ele foi cedido gentilmente pelo diretor, ao Jornal Canguçu Notícia, que reproduz com exclusividade.

Segundo o diretor, o intuito é levar as histórias contadas no documentário para o maior número possível de pessoas, para efetivamente problematizar no público o que foi a ditadura, reafirmando assim o papel social do cinema.

— Já desenvolvendo outros projetos, me ocorre agora como esse filme vai envelhecer bem. Além dos aspectos de linguagem cinematográfica –  e ele ser, afinal de contas, um filme – ele tem um valor enquanto documento histórico: os depoimentos dessa pessoas, os dados, os arquivos, os acontecimentos. Imagino esse filme daqui a 50 anos, a experiência que será de assisti-lo em Canguçu.  É um recorte eterno sobre uma determinada época, e que vai resistir muito além da minha geração, da anterior, ou da próxima.


EQUIPE DE PRODUÇÃO

Ana Paula Casagrande dirigiu a fotografia do filme; Eloisa Soares, captou o som do documentário. Felipe Yurgel montou o filme e Anderson Eberts ajudou com a produção do curta.

A historiadora e colunista do Jornal Canguçu Notícia, Zuleica Barbosa, auxiliou com o fornecimento de documentos, e na busca por entrevistados e o violonista Maithan Knabach, compôs a trilha do curta-metragem.

 

Raiz sob a Flor — Documentário Completo, Canguçu, 2017
Dirigido por Humberto Schumacher

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