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Economia

Família troca mais de 25 anos de fumicultura para produzir hortifrútis

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fumicultura

No século 18, o dramaturgo e romancista irlandês, George Shaw (1856~1950) declarou: “O progresso é impossível sem mudança; e aqueles que não conseguem mudar as suas mentes não conseguem mudar nada.” Foi a partir dessa frase, que uma família de agricultores encontrou coragem para reinventar sua maneira de trabalhar com a terra.

Em uma pequena propriedade no Passo do Saraiva, há cerca de 30 quilômetros da cidade, a Família Lopes trocou mais de 25 anos de trabalho com a fumicultura, para produzir hortifrútis.

Após uma vida dedicada ao plantio do tabaco e à expansão da produção, o casal de agricultores percebeu que era hora de mudar, no ano passado, quando as três filhas saíram de casa e a produção ocupava muito o tempo dos dois.

— Se tivéssemos a opção de voltar a fumicultura, não aceitaríamos. Hoje não trabalhamos estressados. Antes, precisávamos trabalhar no limite para vencer os prazos, chegando a trabalhar até as 22h durante o período de colheita e classificação. Na ‘cura do fumo’ não dormíamos direito, tendo que acordar várias vezes durante à noite para repor a lenha. Quando os resultados são os mesmos, é necessário inovar e ir atrás do que se acredita. — destaca o agricultor, Jesus Lopes.

Segundo Lopes, o fato das companhias terem exigido mais do agricultor, como o caso do pagamento adiantado, colaborou na tomada de decisão para a mudança de cultura.

— Acabávamos investindo muito e tendo pouco lucro. Além do mais, quando ocorria algum fator climático, como a queda de granizo, na fumicultura se perdia a safra inteira enquanto no hortifruti, tu perde, mas em um mês, tu tens algo novo. O risco de prejuízo é bem menor. — destaca a agricultora Sandra Lopes.

Essa diferença de tempo de resposta da produção foi uma das vantagens que o casal mais frisou. Se antes, era necessário um tempo de aproximadamente 8 meses para ter um retorno financeiro, com algumas hortaliças, hoje o tempo cai para 70 dias.

As entregas semanais abastecem de 15 à 20 comércios canguçuenses. A meta do casal é expandir esse número e abrir vendas diretas à comunidade em geral.

— Com a distância, acabamos perdendo alguns negócios, e alguns comércios optaram por comprar diretamente de grandes atacadistas. Estes são os nossos maiores desafios hoje: a competitividade e a incerteza do mercado. — explica Lopes.

As novas culturas exigiram da família uma reorganização em toda a maneira de produzir e vender o produto, além do conhecimento de áreas que até então os agricultores nunca necessitaram para o meio rural: o marketing, as vendas, o pós-venda e a  administração de lucratividade e risco.

— Deu bastante medo no começo, porque até então não conhecíamos o mercado. Com o tabaco, não nos preocupávamos com o marketing. Era necessário apenas produzir um produto de qualidade que a fumajeira comprava. Hoje é um desafio novo a cada dia, por que precisamos produzir o produto e aprender como apresentá-lo. — reforça Sandra.

As 5 hectares da propriedade rural, antes ocupadas apenas com as folhas do fumo, agora são divididas, através de uma rotação de cultura, entre alface, almeirão, brócolis, couve-manteiga, couve-flor, repolho e tomate. A cada 20 dias, são plantadas cerca de 700 novas mudas para cada cultura. Além delas, o casal produz também milho, feijão, cebola, amendoim, batata-doce, abóbora japonesa e morango.

— O hortifruti nos abriu um leque de opções para a venda. Antes não tínhamos tempo para integrar uma nova cultura ou para o simples cuidado com uma pequena horta. Queremos agregar ainda um pomar com frutas e ampliar o açude para a  criação de peixes, ampliando aos poucos a rentabilidade e o próprio negócio. — explica Lopes.

Em questões de lucratividade, Lopes explicou ainda que, por enquanto, os ganhos não superam o que conseguiam com a fumicultura, mas que o negócio tem potencial de escalabilidade, para ‘lucrar até bem mais’, conforme a aceitação do comércio e a expansão das vendas.

— Trabalhamos de acordo com a necessidade. É um negócio instável, não há segurança econômica, mas há algo muito melhor: a qualidade de vida. Não há metas impostas a cumprir, mas há o poder de escolha em definir quais os próximos passos.  Nada compensa mais do que poder chegar mais cedo em casa e poder tomar um chimarrão com a família, pensando que com o próprio trabalho a gente tira quase todo o alimento, das hortaliças, à carne. É um sonho que estamos alcançando aos poucos — completa o agricultor, com brilho nos olhos, ao falar orgulhoso do progresso e da coragem da família.

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Economia

Ônibus gratuito sairá de Canguçu para uma das maiores Feiras de Inovação e Negócios da América Latina

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Foto: Eduardo Rocha/ Mercopar Divulgação

Empreendedores canguçuenses têm a oportunidade de participar de uma das maiores feiras de inovação do Estado, a Mercopar, voltada para a inovação industrial.

Através de uma parceria da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Agrário, ACICAN e Sebrae será disponibilizará um ônibus para que qualquer empresário do município possa participar do evento. O ônibus é subsidiado pelo Sebrae, por isso, não terá custos, assim como a feira também é gratuita.

Intitulada “Missão Mercopar”, neste ano, a feira de inovação industrial chega a sua 28ª edição e será realizada em Caxias do Sul, entre os dias 1 e 3 de outubro. A excursão sairá de Canguçu no dia 01 de outubro, às 5 horas e tem previsão de chegar no evento ao meio dia.

Confira a programação deste dia:

9h: CREDENCIAMENTO
9h30: ABERTURA
10h: PALESTRA | A digitalização da economia
11h30: PAINEL | Potencializando resultados na cadeia de fornecimento (cases)
12h30: INTERVALO
13h30: ABERTURA OFICIAL DA FEIRA MERCOPAR
14h30: PALESTRA | Digitalização como vetor de competitividade na indústria
15h30: PAINEL | Inovação por diferentes modelos
16h30: PAINEL | Desafios da integração entre startups e indústrias
17h30:
ENCERRAMENTO

APROVEITE A OPORTUNIDADE

Faça parte do grupo de empresários que visitará uma das maiores feiras de inovação e negócios da América Latina. Além de mais de 250 expositores dos mais diversos segmentos, você poderá participar de eventos paralelos exclusivos.

Para se inscrever na missão, preencha o formulário online, clicando aqui. A equipe do Sebrae entrará em contato para informar sobre detalhes da viagem. A viagem e a entrada no evento são gratuitos.

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