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FOTOS: MPA promove Mobilização Contra a Seca

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Nesta terça-feira (17), a Coordenação Regional Sul do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) promoveu uma mobilização geral para reivindicar ações do governo para os agricultores afetados pela estiagem dos últimos meses, que pesou consideravelmente na economia das famílias e dos municípios. 

Nos últimos dias choveu. Aí parece que tudo passou. É verdade que a recuperação do pasto ajuda na alimentação dos animais. Mas os plantios que se perderam não voltam mais. O leite que não se produziu não retorna mais. O sofrimento humana deixa marcas para sempre. O abandono das ditas autoridades fere profundamente. Os prejuízos provocados levam anos para serem recuperados. E sem apoio governamental, talvez nunca se recuperem totalmente. – Frei Sérgio Görgen, dirigente nacional do MPA

A manifestação teve concentração no trevo de acesso à cidade pela ERS-265 às 8h00. Em seguida, o grupo atravessou a Avenida 20 de Setembro, seguindo pela Rua General Osório em direção ao Monumento ao Colono e ao Motorista, na entrada da cidade. A Brigada Militar realizou o bloqueio das ruas e controle do trânsito.

O grupo promoveu cerca de 70 reuniões na comunidade,  tendo como eixo-base construir uma frente política na região para buscar por medidas efetivas em função dos agricultores.  

Segundo o camponês e militante do MPA Adilson Schuch, as manifestações tem um propósito: comover e fortalecer a comunidade, e buscar pela realização de uma audiência com o Governador para tratar das reivindicações do grupo.

Conforme o último relatório divulgado pela EMATER no início do mês de fevereiro, os prejuízos com a estiagem passavam de 148 milhões. Além disso, a pecuária e o acesso à água em algumas localidades foram gravemente prejudicados pela estiagem. A Defesa Civil havia declarado que essa era uma das maiores secas dos últimos 20 anos.

No final do mês de fevereiro, uma forte tempestade de granizo atingiu o município deixando lavouras completamente destruídas, áreas sem energia elétrica e desmoronamento de barrancos próximos a moradias. Com essa tempestade, o prejuízo no meio rural aumentou, e o município decretou situação de emergência;

Na pauta construída pelos agricultores e movimentos sociais são citadas as seguintes reivindicações ao Estado:

1. Cartão-Estiagem de 2 salários mínimos para todas as famílias atingidas;

2. Anistia das dívidas de custeio e da parcela das dívidas de investimento de 2018, no PRONAF;

3. Anistia do pagamento do milho no sistema Troca-Troca;

4. Liberação de Crédito Emergencial de R$ 5.000,00 para sementes crioulas, mudas e insumos agroecológicos, com rebate de 80% no pagamento, através do FEAPPER;

5. Ração para o gado por 3 meses (milho doado da CONAB);

6. Liberação de recursos para a Construção de 5 mil cisternas na região;

7. Abastecimento emergencial de água nas casas;

8. Liberação de recursos para as prefeituras recuperarem e manterem as estradas.

9. Retomada e Ampliação do Programa Camponês (investimento nas famílias) – R$ 15.000,00 por família, rebate de 80%, através do FEAPPER.

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Ovos de Colher são aposta de jovens empreendedores nesta páscoa

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Foto: Arquivo Pessoal/Reprodução

Considerado por muitos como o período mais lucrativo do ano para empresas do setor de chocolate, o feriado de páscoa é uma das datas mais esperadas no calendário de quem trabalha no segmentos de confeitaria.

Além das empresas buscarem aproveitar a oportunidade para focar em produtos pouco atendidos pela indústria tradicional, jovens empreendedores estão aproveitando o momento para explorarem o mercado, inovarem com novas receitas e abusarem do marketing boca a boca e da propagação dos negócios em redes sociais para atender a demanda dos consumidores.

O ‘ovo de colher’ é uma das opções que está em alta no mercado. Em Canguçu, a receita caiu no gosto da comunidade nos últimos anos, que teve uma alternativa a mais para o feriado, deixando de ficar restrita somente as opções industrializadas.

A empreendedora Thais Ferraz encontrou na receita uma forma de conseguir uma renda extra no mês. Antes produzindo apenas para os familiares, passou a oferecer para amigos e conhecidos e viu no mercado, uma boa rentabilidade para o investimento.

“Acredito que as pessoas estão substituindo o ovo convencional pelo de colher pelo custo benefício. Além de ser muito melhor, vem recheado e pesa muito mais”. explica a empreendedora. “Faço com chocolate nobre, e recheio de acordo com o gosto dos clientes.

A empreendedora aposta em uma única opção de tamanho para facilitar a produção. Um ovo pesando 400g com o recheio, por um custo de R$ 25,00. As encomendas podem ser feitas pelo facebook.

Já para o zootecnista Marcus Rodrigues, de 26 anos, a opção veio como um aprimoramento nas opções de venda. Após concluir a faculdade e encontrar dificuldade para se inserir no mercado, decidiu vender brownies para ter uma fonte de renda.


“Eu tinha um forno bem pequenininho e uma forma que cabia 12 brownies e meu primeiro pedido era de 82.

A receita veio de uma amiga de Porto Alegre. O primeiro pedido foi feito por uma amiga, para a inauguração de um salão de beleza.

“Eu tinha um forno bem pequenininho e uma forma que cabia 12 brownies e meu primeiro pedido era de 82. Eu ainda morava em Pelotas na época e só consegui porque dois amigos me emprestaram a cozinha para eu fazer a primeira entrega. O brownie nasceu, cresceu e é o que é hoje graças ao apoio e ajuda dos meus amigos”

Empregado, Rodrigues passou a dividir as horas entre um salão e as vendas dos chocolates. Depois de um ano, as vendas aumentaram e ele optou por deixar o emprego para se dedicar ao seu negócio.

“Cinco pessoas foram fundamentais para o nascimento da Eme Brownie. A Grazi por ter me incentivado muito a começar e ter me dado a receita. Sem ela nada teria acontecido! A Paula que comprou a ideia e divulgou muito ele. A Jéssica e o Felipe por terem me emprestado a cozinha deles, apostando que ia dar certo e o Renan que é o responsável pela arte e todas as fotos.”

O ovo de brownie surgiu só neste ano, quando percebeu que muitas pessoas faziam ovo de colher, e pensou que precisava de algo diferente. Na internet, viu que os ovos de brownie eram uma tendência para este ano e somou ao fato de que mais ninguém na cidade conhecia o produto.

“Eu comprei 20 embalagens pensando que era o suficiente. Na primeira publicação nas redes sociais eu vendi 50, e foi só aumentando. O pessoal comprou a ideia e adorou. Superou as minhas expectativas.”

Diferente do ovo de colher tradicional, em que a casca é feita de chocolate normal, o brownie é feito na forma e depois moldado para adquirir o formato de uma casca de ovo. Depois, vem o recheio, com brigadeiro preto ou branco, dependendo do gosto do cliente e por fim, a decoração: raspas de chocolate e mais alguns brownies em cima.

“Esse é o diferencial. A combinação do brigadeiro com os brownies. O pessoal começou a provar e todo mundo se apaixonou. Eu comecei a ter pedido e a ver que dava certo.”

Animado com o sucesso, Rodrigues explicou que já tem algumas idéias no mesmo estilo para as próximas datas comemorativas e que pretende abrir encomendas pós-páscoa para quem não conseguir comprar antes da data.

São três opções de tamanho: 250g (R$ 25), 350g (R$ 35) e 500g (R$ 45). As encomendas podem ser feitas por telefone (53 98101.2490), whatsapp, instagram e facebook.

“O mais importante não é o retorno financeiro que obtive, mas o ato de fazer alguma coisa para as pessoas e ouvir que o quanto elas gostaram. O sentimento positivo é muito maior e mais gratificante que o retorno financeiro.”

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