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Homem que vendia lotes e depois expulsava moradores para vendê-los novamente é preso na Pedreira

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A ação contou com o apoio de policiais civis de diversas cidades, tais como Canguçu, Capão do Leão, Pelotas, Rio Grande e Camaquã. | Fotos: Polícia Civil

Na manhã desta sexta-feira (15), a Polícia Civil deflagrou a Operação VASSALO, cumprindo onze mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva de um homem de 43 anos acusado de estelionato, que aterrorizava os moradores da Estrada da Pedreira em Canguçu, utilizando-se, inclusive, de “capangas”.

O objetivo da ação foi desarticular a organização que se instalou na localidade da Pedreira, área de expansão urbana próxima ao Tchê Parque, na qual os envolvidos, chefiados pelo estelionatário, intimidavam e ameaçavam os moradores da região.

O homem que se intitulava “dono da Pedreira”. Segundo a Polícia Civil, ele vendia o lote para o comprador e, posteriormente, passava a ameaçar a vítima, com o intuito de expulsá-la de lá para revender o mesmo lote para outras pessoas.

Os lotes em que não havia morador eram revendidos para várias pessoas enganadas pelo investigado. Além disso, o suspeito induzia os moradores em erro, para obter vantagem ilícita, uma vez que as casas e terrenos não eram entregues conforme o acordo, faltando itens essenciais, como porta, janela ou telhado.

Segundo a Delegada Lisiane Mattarredona, um idoso de 82 anos procurou a Delegacia de Canguçu, para relatar que estava sofrendo um martírio constante por parte do suspeito, que o ameaçava, no intuito de expulsá-lo de sua moradia.

A vítima ainda disse que era um dos únicos moradores que ainda permanecia lá, porque o estelionatário tinha interesse em sua aposentadoria, mas quando percebeu que não iria consegui-la, passou a intimidar o idoso. Nos últimos dias, o investigado chegou a lhe cortar a energia elétrica e a água, além de delimitar o espaço onde a vítima poderia transitar no loteamento.

Durante as investigações, as vítimas mencionaram que o investigado possuía “capangas” armados, atuando como guarda-costas nos acertos de contas com os compradores dos lotes. Foram efetuados mais de 170 contratos de compra e venda dos lotes por parte do estelionatário, com a assessoria de um escritório de contabilidade no centro da cidade.

Além das fraudes cometidas e suspeitas de furto de energia elétrica, o homem é conhecido na localidade por ser um homem agressivo, e costuma resolver os conflitos com violência, utilizando-se de armas de fogo.

Há quase 30 registros policiais em que o homem é suspeito de praticar os mais diversos crimes no município de Canguçu, entre eles os de disparo de arma de fogo, lesão corporal, ameaça, vias de fato, apropriação indébita, exercício arbitrário das próprias razões, coação no curso do processo, perturbação da tranquilidade, dano e crimes contra o meio ambiente.

A Polícia Civil confirmou que há investigação em andamento sobre uma agressão infantil do filho de um dos moradores da região, em que o investigado teria batido de relho em uma criança de apenas seis anos de idade no loteamento. Há também relatos de exploração de trabalho infantil em que o homem se utilizaria da mão de obra dos menores do loteamento.

A autoridade policial ressaltou que, após o monitoramento de policiais civis na localidade, o suspeito fechou vias de acesso às propriedades investigadas, com caminhão e tratores e, logo após, cercou o acesso ao loteamento com arames e tábuas, dificultando o tráfego no local.

A ação desta sexta-feira (15), segundo a Delegada Lisiane, contou com o apoio da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), em razão das denúncias de furto de energia elétrica, onde foram averiguadas as possíveis irregularidades da fiação encontrada no loteamento. Além disso, um dos objetivos é recolher mais contratos e notas promissórias pertinentes, para contribuir com a investigação.

Dessa forma, a Delegada solicitou que as demais vítimas procurassem a Delegacia de Canguçu para entregar a documentação utilizada nas compras e vendas dos lotes, bem como para prestar depoimentos em relação aos fatos ocorridos.

Durante a operação, além do cumprimento do mandado de prisão preventiva expedida em desfavor do acusado, foram apreendidos diversos objetos sem procedência nos locais em que foram cumpridas as buscas, bem como ocorreu a prisão em flagrante de dois homens que seriam guardas costas, pelo crime de posse de arma de fogo.

 

 

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SINDILOJAS e SINDEC definem horários do comércio para o final do ano

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Foto: Jornal Canguçu Notícia

No começo deste mês, o Sindicato do Comércio Varejista de Canguçu (SINDILOJAS) e o Sindicato dos Empregados no Comércio (SINDEC) assinaram o acordo de trabalho para o período de natal e ano novo.

Os estabelecimentos representados pelo Sindicato do Comércio Varejista de Canguçu podem funcionar, entre os dias 1º de dezembro e 20 de dezembro de 2019 até as 19h30.

O acordo prevê ainda que o comércio pode abrir aos sábados, nos dias 14 e 21 até às 18h e no dia 28 até às 12h30. Deve ser respeitado o intervalo de duas horas para o almoço dos empregados.

As empresas podem funcionar no domingo (22), entre 15h e 19h. Para cada funcionário que trabalhar neste dia, será pago um acréscimo de R$ 78,00.

No dia 24 de dezembro, véspera de natal, o comércio funcionará até às 19h e no dia 31, véspera de ano novo, até às 12h30.

Como compensação pelo trabalho no domingo, os trabalhadores terão direito a um dia de folga que poderá ser concedida em janeiro ou fevereiro de 2020, ou ainda por uma folga na segunda-feira de Carnaval.

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