Fique bem informado com o JCN:

Trânsito

Placas de Trânsito com mensagens contra o machismo poderão ser substituídas

Publicado

em

Até o momento, foram contabilizadas cerca de 5 placas com as mensagens de protesto. | Foto: Jornal Canguçu Notícia

Em protesto ao machismo, um grupo anônimo de mulheres utilizou a sinalização do trânsito para passar sua mensagem. Com intervenções em placas de trânsito de Canguçu, símbolos de “PARE” antecederam mensagens, virando “PARE o machismo” e “PARE o patriarcado”.

Duas das placas que receberam a intervenção ficam no cruzamento da Rua General Osório com a Rua Teófilo de Matos, e no cruzamento da Rua Júlio de Castilhos com a Rua Conselheiro Brusque. Intervenções do mesmo tipo já foram flagradas em cidades maiores, como Pelotas e Porto Alegre.

Em uma conversa rápida da redação do Jornal Canguçu Notícia com pedestres, a ação foi vista como criativa e não pareceu incomodar a comunidade. A iniciativa no entanto, foi percebida por mais motoristas do que pedestres.

Apesar de estarem nas placas há pelo menos 2 meses, as mensagens não devem mais ser vistas nas ruas de Canguçu. Em entrevista, o secretário de Obras, Trânsito e Serviços Urbanos Mauro Silveira explicou que a ação se classifica como uma infração.

“É um caso de vandalismo. A gente não tem como impedir, estamos tentando identificar os vândalos pelas câmeras de segurança. […] Todo mundo é livre para se manifestar, mas depredar órgão e patrimônio público nem sempre é a melhor forma, por que quem acaba pagando é a comunidade.” — explicou o secretário.

Apesar de criativa, a ideia acaba sendo ilegal, de acordo com o artigo 81 do Código de Trânsito Brasileiro que proíbe modificações e inscrições que possam gerar confusão, interferir na visibilidade da sinalização e comprometer a segurança do trânsito. Segundo  o secretário, as placas deverão ser substituídas.

“Nós vamos corrigir em breve. Vamos identificar todas as placas que foram modificadas e substituir as que forem necessárias.”

PARA ENTENDER MELHOR

O que é Patriarcado? É um sistema social em que homens adultos mantêm o poder primário e predominam em funções de liderança política, autoridade moral, privilégio social e controle das propriedades. No domínio da família, o pai mantém a autoridade sobre as mulheres e as crianças.

O que é Machismo? Denomina-se como machismo a atitude ou comportamento que uma pessoa implanta e por onde prevalece a discriminação e a desvalorização do universo feminino, como resultado de considerar as mulheres inferiores aos homens.

Continue Lendo
Publicidade

Trânsito

TCU fará auditoria nos pedágios da BR-116 e da BR-392 para verificar se valores cobrados são justos

Publicado

em

Foto: Google Street View/Reprodução

Na quinta-feira (1), o plenário da Câmara sediou uma audiência pública sobre a revisão dos valores cobrados pelos pedágios nas rodovias federais da região sul do Estado.

Na oportunidade, pautas como as más condições de trafegabilidade da ERS 265, que liga Canguçu a Piratini também foram levantadas.

O deputado estadual Fábio Branco (MDB), um dos políticos convidados, reforçou a sensação de alto custo dos canguçuenses com o Pedágio da Glória ao falar um pouco sobre o levantamento realizado por sua equipe.

Segundo ele, uma informação aponta que um motorista que viaja de carro entre Porto Alegre e Rio Grande paga mais em pedágios do que se fosse até Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.

Para que sejam percorridos os pouco mais de 300 quilômetros que separam Rio Grande da Capital, um carro de passeio paga R$ 36,90 em pedágios. Quem se desloca até Florianópolis (SC) gasta R$ 15,90, em um trajeto total de 457 quilômetros e até Campo Grande (MS), paga uma quantia de R$ 34 para percorrer uma distância total de 1400 quilômetros.

Para algumas classes, essa diferença dói ainda mais no bolso. É o caso de quem transporta soja em um rodotrem de Canguçu até o porto de Rio Grande. O custo em pedágios ultrapassa o gasto com o combustível, alcançando surpreendentes R$ 590,00.

Os vereadores destacaram a preocupação com os elevados valores que não só prejudicam quem viaja a passeio ou a trabalho, como afeta a economia e desfavorece empresários do ramo da agricultura que pensam em se instalar no Município.

Segundo o deputado, o Tribunal de Contas da União (TCU) fará uma auditoria nos contratos das praças de pedágios espalhadas ao longo da BR-116 e da BR-392. O objetivo é avaliar se o valor cobrado é excessivo. 

Outro ponto também levantado na audiência, foi a falta de condições de trafegabilidade na ERS 265, que liga Canguçu a Piratini. São inúmeros motoristas que, além de cobrarem pela restauração do trecho, acabam tendo prejuízos materiais ou ficando atolados na estrada. 

Para os vereadores, a pauta é antiga e está na agenda de praticamente todos os partidos e governos que Canguçu já teve. O trecho é inclusive apresentado como pavimentado nos mapas do Estado.

Outros pontos que também foram levantados durante a audiência, foram a pouca qualidade do asfalto, a liberação de verbas federais para as praças de Pedágio, favorecendo as empresas concessionárias, que não precisam aportar nenhum recurso próprio e a preocupação com o impacto que pode ocorrer nos serviços com as privatizações em municípios pequenos. 

A audiência foi solicitada pelos vereadores da bancada do MDB. Os vereadores destacaram a ausência de representantes da Ecosul – Empresa Concessionária de Rodovias do Sul S.A, para ouvir as demandas da comunidade e dialogar com os representantes.

Durante o encontro, as lideranças demonstraram interesse em participar de uma nova Audiência pública sobre os mesmos assuntos que acontecerá em Pelotas no dia 23 de agosto.

com informações da assessoria de imprensa da Câmara de Vereadores de Canguçu

Continue Lendo
Publicidade
”GaudinosBurgers”/
”GSSinuelo”/
Publicidade
”Whatsapp”/

Destaques da Semana

Copyright © 2019 — Jornal Canguçu Notícia LTDA