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Educação

Polícia Civil continua ciclo de palestras sobre violência doméstica, abuso sexual e drogas

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Nas últimas semanas, a Polícia Civil realizou palestras em pelo menos 4 escolas no Município:  Feliciano Barcellos Nunes, Santo Ângelo, Dom Pedro II e Santa Maria. 

Nesta quarta-feira (21), a delegada Lisiane Mattarredona, juntamente com seus agentes, realizaram palestras no projeto Brigada Mirim de Canguçu.

Os temas abordados tiveram foco na prevenção do uso de drogas e álcool. Também se tratou de assuntos como violência doméstica, abuso sexual e uma visão geral sobre a polícia civil.

Os alunos que participaram possuíam a partir dos 7 anos de idade e tiveram a oportunidade de tirar suas dúvidas acerca da atividade policial. O projeto da Brigada Mirim é realizado em Canguçu como forma de contribuir para a formação do cidadão, desde pequeno.

O ciclo de palestra faz parte de uma ação desencadeada, chamada Papo Responsa, a qual visa esclarecer sobre assuntos importantes na formação dos jovens, como os riscos do consumo de drogas lícitas e ilícitas, combate aos crimes ligados a tráfico de drogas e a ligação desse ilícito com vários crimes que assolam a população.

PALESTRA MOTIVOU DENÚNCIA DE ESTUPROS NO INTERIOR

Nas últimas semanas uma palestra motivou 8 alunas a denunciarem uma série de casos de estupro no interior.

No caso em específico, o homem costumava aguardar suas vítimas na volta do colégio, quando desciam do ônibus escolar, para abordá-las e levá-las ao mato, sob a ameaça de uma faca. Ele também se aproveitava para pegar as meninas sozinhas em casa, quando os pais das vítimas iam para a lavoura.

 

Educação

Projeto incentiva a leitura e a escrita no Presídio Estadual de Canguçu

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Foto: Arquivo Pessoal/Reprodução

O hábito da leitura não está entre os mais populares em nosso país. Algumas pesquisas apontam que cada brasileiro lê menos de cinco livros por ano.

Essa média começa a mudar radicalmente em um lugar onde a maior parte das pessoas não prevê: dentro dos presídios. Nas palavras, os presidiários encontram alternativas para viver o mundo cercado por muros.

No Presídio Estadual de Canguçu, um projeto intitulado Remissão pela Leitura, coordenado pela psicóloga Júlia Fugita e pela professora Laura Storch Coutinho, aproximará os apenados das páginas dos livros.

O projeto voluntário teve início nas últimas semanas, utilizando as novas dependências do Presidio, chamado de sala multiuso. Nesta primeira fase, 11 apenados aceitaram o convite para participarem do projeto.

O primeiro dia foi muito gratificante, pois estou em sala de aula com alunos fazendo leitura. — explica a professora Laura Storch.

Segundo ela, o projeto tem uma duração de 12 meses. A cada mês, os participantes deverão entregar uma redação sobre o livro lido.

Laura explica que os livros são separados conforme a escolaridade, uma vez que o presídio comporta pessoas com diferentes níveis de instrução. “Tenho separado livros que sejam positivos para eles”, explica a professora apontando Augusto Cury como um dos autores escolhidos.

Orgulhosa dos alunos, a professora conta que realiza o trabalho com muito amor e que está habituada ao local.

Eu já trabalhei em 2013 com o Brasil Alfabetizado no presídio. São 17 anos em regência de classe, só estou em um lugar diferente da escola! O que me motiva é o amor ao próximo. Se não sei servir, para que sirvo? — completa Laura.

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