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Primeira Maratona Musical Todos pelo Diogo arrecada R$ 15 mil

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Foto: Arquivo Pessoal/Reprodução

No último domingo (28), a Pedra de Toque promoveu uma Maratona Musical no Ginásio Municipal para arrecadar fundos para o tratamento do Diogo Zarnot.

O evento contou com a participação solidária de 21 artistas. Segundo a organização, os músicos não cobraram cachê, nem mesmo taxa de transporte. A janta para os músicos foi doada por um empresário local.

Todo dinheiro arrecadado dos ingressos e da copa foi revertido integralmente ao Diogo Zarnot. Foram vendidos 1.065 ingressos, revertendo em R$ 10.650. Na copa, foram arrecadados R$ 4.532,00. Ao todo, foram repassados a família R$ 15.132,00 para o tratamento do menino.

“Já recebemos convite de Pedro Osório para organizarmos uma festa lá.” explica o proprietário da Pedra de Toque, Ahmad Hassan Filho.

Hassan explicou ao Jornal Canguçu Notícia que a empresa está estudando a agenda, de acordo com a viabilidade das datas em aberto, e garantiu que a festa acontecerá.

“Continuamos na luta até que o remédio seja definitivamente disponibilizado pelo SUS.” argumenta Hassan.

RELEMBRE O CASO

Diogo foi diagnosticado com Atrofia Muscular Espinhal tipo 2. A doença é rara, grave e degenerativa, e se caracteriza pela degeneração e perda de neurônios motores da medula espinhal e do tronco cerebral, resultando na fraqueza muscular progressiva e atrofia.

O único remédio atualmente, que pode parar a progressão da doença é o Spinraza, que ainda não é disponibilizado pelo sistema único de saúde, e tem o custo de em média 318 mil reais cada dose.

Cultura

Assista: Documentário ‘Raiz sob a Flor’ trata da Ditadura Militar em Canguçu

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Muito se fala sobre o período da ditadura militar, mas pouco se sabe sobre os impactos que ela causou em Canguçu.

No ano passado (2017), o estudante de cinema Humberto Schumacher da Gama Júnior produziu um documentário sobre os desdobramentos do Regime Militar no Município.

Intitulado ‘Raiz sob a Flor’, o curta revela passagens que poucos Canguçuenses tiveram conhecimento, como a cassação do médico Emir Squeff, quando era prefeito da Cidade. Na época, o poder foi assumido por Waldemar Fonseca, que havia perdido as eleições.

Josino Bezerra é outro enfoque do filme: é o único político do MDB que foi efetivamente torturado, em Canguçu, (que se tem notícia e registro).

Foram 2 anos de pesquisa e 8 meses de produção. O curta inclui documentos da época, depoimentos em vídeo, entrevistas por telefone e áudios do Congresso Nacional em 1964. O ponto de norteamento da produção é revelar os impactos da Ditadura Militar em um município pequeno, como Canguçu.

O filme foi exibido em 5 estados – Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Alagoas – totalizando cerca de 15 mil espectadores. Em Canguçu, ele foi reproduzido em duas sessões de cinema, promovidas pela Prefeitura de Canguçu, em parceria com a Universidade Federal de Pelotas (UFPel)

Durante o período em que o filme estava sendo apresentado em festivais e mostras, ele não pode estar disponibilizado na web. Com o término das exibições, ele foi cedido gentilmente pelo diretor, ao Jornal Canguçu Notícia, que reproduz com exclusividade.

Segundo o diretor, o intuito é levar as histórias contadas no documentário para o maior número possível de pessoas, para efetivamente problematizar no público o que foi a ditadura, reafirmando assim o papel social do cinema.

— Já desenvolvendo outros projetos, me ocorre agora como esse filme vai envelhecer bem. Além dos aspectos de linguagem cinematográfica –  e ele ser, afinal de contas, um filme – ele tem um valor enquanto documento histórico: os depoimentos dessa pessoas, os dados, os arquivos, os acontecimentos. Imagino esse filme daqui a 50 anos, a experiência que será de assisti-lo em Canguçu.  É um recorte eterno sobre uma determinada época, e que vai resistir muito além da minha geração, da anterior, ou da próxima.

EQUIPE DE PRODUÇÃO

Ana Paula Casagrande dirigiu a fotografia do filme; Eloisa Soares, captou o som do documentário. Felipe Yurgel montou o filme e Anderson Eberts ajudou com a produção do curta.

A historiadora e colunista do Jornal Canguçu Notícia, Zuleica Barbosa, auxiliou com o fornecimento de documentos, e na busca por entrevistados e o violonista Maithan Knabach, compôs a trilha do curta-metragem.

  Raiz sob a Flor — Documentário Completo, Canguçu, 2017 Dirigido por Humberto Schumacher

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