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Educação

Projeto incentiva a leitura e a escrita no Presídio Estadual de Canguçu

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Foto: Arquivo Pessoal/Reprodução

O hábito da leitura não está entre os mais populares em nosso país. Algumas pesquisas apontam que cada brasileiro lê menos de cinco livros por ano.

Essa média começa a mudar radicalmente em um lugar onde a maior parte das pessoas não prevê: dentro dos presídios. Nas palavras, os presidiários encontram alternativas para viver o mundo cercado por muros.

No Presídio Estadual de Canguçu, um projeto intitulado Remissão pela Leitura, coordenado pela psicóloga Júlia Fugita e pela professora Laura Storch Coutinho, aproximará os apenados das páginas dos livros.

O projeto voluntário teve início nas últimas semanas, utilizando as novas dependências do Presidio, chamado de sala multiuso. Nesta primeira fase, 11 apenados aceitaram o convite para participarem do projeto.

O primeiro dia foi muito gratificante, pois estou em sala de aula com alunos fazendo leitura. — explica a professora Laura Storch.

Segundo ela, o projeto tem uma duração de 12 meses. A cada mês, os participantes deverão entregar uma redação sobre o livro lido.

Laura explica que os livros são separados conforme a escolaridade, uma vez que o presídio comporta pessoas com diferentes níveis de instrução. “Tenho separado livros que sejam positivos para eles”, explica a professora apontando Augusto Cury como um dos autores escolhidos.

Orgulhosa dos alunos, a professora conta que realiza o trabalho com muito amor e que está habituada ao local.

Eu já trabalhei em 2013 com o Brasil Alfabetizado no presídio. São 17 anos em regência de classe, só estou em um lugar diferente da escola! O que me motiva é o amor ao próximo. Se não sei servir, para que sirvo? — completa Laura.

Educação

Canguçuense é finalista em concurso nacional de design de mobiliário

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Finalista do Prêmio Salão Design, a aluna Canguçuense Caroline Reichow, do bacharelado em design, está representando o IFSul na categoria de desafios dos espaços em transformação. O resultado final será divulgado no dia 10 de fevereiro de 2020 e a cerimônia de premiação ocorre no dia 18 de março, em Bento Gonçalves.

Após uma série de pesquisas, desenhos, testes de dimensionamento e maquetes em escalas para testar encaixes e dimensões, Caroline chegou ao resultado desejado. Inspirado no origami e suas diversas possibilidades, o (des)Dobra foi pensado para guardar objetos variados e pode ser utilizado em qualquer ambiente da casa.

Com múltiplas possibilidades de configurações e montagens,  é um móvel modular e adaptável, que pode “crescer” de acordo com a necessidade de quem o utiliza. Em sua estética, apresenta uma base menor que o tampo, com laterais em diagonal e o lado de dentro colorido, uma tentativa de surpreender quem o abre.

“Acredito que meu projeto foi selecionado para a final porque é um móvel adaptável, que atende as necessidades dos espaços que estão em constante transformação. Além disso, possui uma estética diferenciada, pois não apresenta um lado de cima determinado, podendo ser rotacionado e utilizado em qualquer sentido”, conta.

Com grandes expectativas para o resultado, a estudante destaca que, além de trazer reconhecimento pessoal, a conquista é uma maneira de mostrar um pouco mais o que é desenvolvido no curso de design. “Perceber que o meu móvel despertou a atenção de pessoas que são referência na área já é um prêmio para mim”, afirma.

O projeto finalista foi desenvolvido na disciplina de Design de Mobiliário e Artefatos, ministrada pela professora Mariana Piccoli, que orientou os alunos durante o processo. O desafio proposto foi elaborar um produto a partir de um problema identificado e, com base nisso, realizar análises e aplicar diversas ferramentas do design.

O objetivo da proposta era possibilitar aos alunos maior contato com a realidade do cenário de mobiliário. Além da parte prática, os alunos realizarem uma atividade de análise dos produtos que já haviam sido premiados anteriormente no concurso, estudando os materiais e a inovação dos conceitos. Para organizar as etapas, a turma usou um sistema de gerenciamento dos projetos.

Pensando no problema que haviam identificado, iniciaram a definição do que seria projetado, para quem, como e por qual motivo, processo essencial no design. Com essas respostas, desenvolveram desenhos e buscaram inspirações estéticas que tornassem o produto mais visual. A última etapa consistiu no desenvolvimento dos móveis em tamanho real, que foram construídos na marcenaria do design com a ajuda de Manoel Joaquim Fernandes, marceneiro do IFSul.

Para Mariana, ter o curso representado nesta final é resultado de um trabalho conjunto de todos os professores, que vão desenvolvendo os fundamentos do design em várias disciplinas. “É uma maneira de confirmar que o trabalho está sendo realizado de forma adequada e que estamos sendo vistos. Essa final é a possibilidade de fazer novos contatos, ter um portfólio mais completo e interessante”, destaca.

Prêmio Salão Design

Promovido pelo Sindicato das Indústrias do Mobiliário de Bento Gonçalves (Sindmóveis), o Prêmio Salão Design é um concurso brasileiro de design de mobiliário. O objetivo é incentivar a criatividade, o empreendedorismo e a inovação tecnológica, além de estimular a agregação de valor aos produtos por meio do design, como forma de melhoria da competitividade no mercado global.

Na primeira etapa eliminatória, a avaliação técnico-funcional levou em consideração critérios como forma e função do produto, ergonomia e segurança, materiais utilizados, tecnologia de produção e sustentabilidade. Para a etapa final, os selecionados devem enviar o produto em escala natural para ser avaliado pelos jurados até o dia 17 de janeiro. Nessa fase, serão analisados elementos estéticos e criativos utilizados para elaboração do projeto. Conceito, criatividade, originalidade, inovação, materiais utilizados e finalidade do produto serão os critérios de eliminação.

com informações do site IFSUL -RS

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