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Revisitando a História: A Semana da Pátria

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Revisitando a História

Esta época é muito importante para nos fazer pensar no quanto é necessário o resgate do conhecimento histórico das datas que costumamos comemorar e a reflexão sobre seu significado e sua importância, percebendo realmente o que as motivou, quais consequências resultaram dos fatos ocorridos, sua real importância ou ainda, para quem foram determinantes.

Precisamos formar uma consciência crítica, capaz de refletir sobre o bem e o mal, o bom e o ruim, a fim de nos tornarmos cidadãos capazes de comemorar ou não datas que constam como importantes no calendário, com opiniões próprias sobre o que elas representam e não somente esperar pelo feriado e ficar tremendamente aborrecido quando a data cai em um domingo.

Hora de relembrar:

Até o tempo em que eu estive no Ensino Fundamental, os desfiles em homenagem a Pátria eram bem diferentes. No dia 07 de setembro, os alunos desfilavam marchando, uniformizados e com orgulho, carregavam o distintivo da sua escola.

Sei que os tempos eram outros, alguns dirão ”tempos politicamente difíceis aqueles”, enquanto outros dirão “tempos difíceis vivemos hoje, com tanta falta de ética dos nossos governantes”

Mas, deixamos para lá a comparação dos tempos, vamos relembrar os belos desfiles, a disputa entre as duas bandas locais, que faziam aflorar todo o sentimento de amor pela escola…

A banda do Colégio Aparecida era apelidada pelos adversários como a banda dos “corvos” (em alusão a roupa escura usada pelas irmãs e ao nosso uniforme azul marinho) e a banda do Ginásio Estadual, a quem chamávamos de “Tomate podre” ( referindo-nos ao uniforme vermelho e azul marinho).

Estas duas bandas eram defendidas com unhas e dentes pelos alunos dos dois educandários. Naquela época, durante a Semana da Pátria, o Colégio Aparecida abria o dia Cívico às 8 horas no Altar da Pátria com a sua banda e representação de alunos, com o hasteamento das Bandeiras.

E encerrava o dia Cívico com o arriando às Bandeiras às 17 horas, também com o desfile da sua banda e com a representação de alunos; No outro dia acontecia o inverso, assim era por toda a Semana, culminando com o grande desfile de 07 de Setembro.

REVISITANDO O PASSADO EM FOTOS:

Lindo! Tudo isto era muito bom… Sentimento orgulho e amor pela nossa Pátria… Saudades!

Relembrando os desfiles cívicos e as belas bandas do Colégio Aparecida e do Ginásio Estadual.

Fotos: Arquivo Fotográfico do Museu Municipal Capitão Henrique José Barbosa

 

 

 

 

SOBRE A COLUNISTA:: Miriam Zuleica Reyes Barbosa, formada em História pela Universidade Católica de Pelotas, é Professora da Rede Municipal e Acadêmica da ACANDHIS (Cadeira nº 6). Zuleica mantém em paralelo seu blog De Cangussú à Canguçu, Muitas Histórias.

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Revisitando a História: Sonho ou Carnaval?

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Revisitando a História

“Vida que brota da alma, escondida o ano inteiro…
Vem à tona com tamanha euforia, com tanta intensidade
Que  parece não caber na forma que a encerra,
E ri… e canta… e dança…  e vive tudo de uma vez ,
Para depois dormir mais um ano, sossegada e serena.
Se olhar assim, com olhos comuns, não se identifica esta alma intensa
Que dorme na quarta-feira para voltar no próximo carnaval.”

Falar de Carnaval em Canguçu hoje é muito difícil, especialmente para uma quem é amante desta festa que retrata em sua essência o povo brasileiro, que mostra esta cultura tão particularmente nossa, tão vibrante e miscigenada…

É algo que está no sangue, na alma, não se explica e não se entende. Dificilmente um brasileiro é indiferente ao samba, este ritmo tão envolvente e muitos esperam o ano inteiro por esta época do ano  para  cair na folia, sambar, brincar e pular até que chegue a quarta-feira para então, como o palhaço que sai da caixa de surpresa,  voltar com cara de saudade para só sair novamente no próximo carnaval. Isto tudo é mágico e só é percebido por  aqueles que tem dentro de si o sentimento carnavalesco.

Mas  não é fácil falar de Carnaval quando ele se mostra tão diferente na minha Canguçu, diferente sim, pois já tivemos um Carnaval empolgante, envolvente, alegre e quem brincou o Carnaval no Salão do Harmonia até a final da década de 90, sabe do que estou falando; o novo século chegou, cheio de vida, de novidades mas o que se foi levou com ele a magia do Carnaval Canguçuense.

Muitos blocos carnavalescos encheram os salões do  Clube Harmonia e do Clube Recreativo América de alegria. Pessoas como o saudoso “Tio Arlindo Almeida” com seu bloco dos bichos, o seu Manoel e o Paulinho, jamais serão  esquecidas ao relembrarmos os antigos carnavais de rua, quando os mascarados faziam a festa .

Os blocos tradicionais como o Sacarrolha, o Rebu, as Bruxas,  o Cordão do Amor,  O ET , Los Tarados, os Bugres, os Maconeiros, e outros tantos que no momento não lembro, formados por casais ou jovens brilhavam com suas fantasias que luxuosas, criativas ou apenas expressando ideias em camisetas coloridas viviam este momento tão esperado e a alegria era contagiante desde o “Grito de Carnaval” , passando por ótimos bailes de salão e acabando na  quarta-feira de cinzas , mas é  claro que o que me deixou mais saudade foi  o nosso “Deixa Falar”, bloco animado que fez a nossa alegria por 10 Carnavais.

O “Deixa Falar” nasceu no carnaval de 1989, sendo seu nome uma homenagem a primeira escola de samba do Rio de Janeiro e teve como tema a “Oficialização da pilcha gaúcha”. Os primeiros componentes foram M. Zuleica G. Reyes, Géder Luiz G.  Barbosa, os irmãos Cacilda, Patrícia e Carlos Manke Bento, João Nei Pereira das Neves, Adriane e Andréia Maximino dos Santos, Gerson Flores Maciel, Marcos Paulo Barbosa de Souza e Angelita Barbosa.

O bloco contou com a colaboração especial de Nede Adam Manke ,  do casal Paula e Paulo Perchim e da querida tia Zaida Bento que inclusive nos emprestou o porão da sua casa para sede do bloco, o qual batizamos de “Submundo”. Naquele ano a rainha do carnaval do Harmonia era Cátia Dittgen Vergara.

Muitos amigos foram chegando e outros acabaram deixando este bloco carnavalesco tão especial. Integraram-se ao “Deixa Falar”: Airton Flores Maciel, Flávia e Carla Rosane Casarin Flores, Orivelson de Souza Moreira, Eliane Bichinho Oliveira, Marcos Manke, Noé Izomar de Moura da Silva, Maria Cândida Reyes Gularte e Mario Alberto Morales Gularte, Adriano Martin Funk, Sérgio Hianduí Nunes de Vargas, Carla Borges Guerra, Zelton Pereira das Neves, Marcelo Guerra da Cunha, Arlete Riskow Camargo, Flávio Manke Júnior, Jane Maria Guerra da Cunha e Saul Moreira da Cunha, Cláudia Silva da Fonseca, Luciana Maciel Viana, Alexandre da Silva Soares e Simone Bório Soares, Marivan Souza da Silva vergara e Fábio Prestes Vergara, Cláudio Roberto Rosa Quevedo, Ângela Maria Silveira Jacondino e Carlos Benhur Nunes Jacondino e Cíntia Ferreira Specht.

Foram presidentes do Bloco carnavalesco Deixa Falar: Carlos Manke Bento,  Géder Luís Goulart Barbosa, Patrícia Manke Bento, Miriam Zuleica Goulart Reyes, Jane Guerra da Cunha, Simone Bório Soares, Fábio Prestes Vergara e Adriane Maximino dos Santos.

Maravilhoso lembrar tudo isso… rever fotografias, relembrar as músicas que eram compostas baseadas nos temas apresentados pelo bloco. Além de todas essas lembranças ainda guardamos as camisetas, algumas fantasias,  faixas, estandartes e troféus que o bloco conquistou ao longo dos 10 anos de existência.

Parabéns ao nosso “Deixa Falar” e a todos os  Blocos  Carnavalescos que animaram o Carnaval de Canguçu.

 

 

 

SOBRE A COLUNISTA:: Miriam Zuleica Reyes Barbosa, formada em História pela Universidade Católica de Pelotas, é Professora da Rede Municipal e Acadêmica da ACANDHIS (Cadeira nº 6). Zuleica mantém em paralelo seu blog De Cangussú à Canguçu, Muitas Histórias.

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