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Verde Louro expande produção de Azeite em Canguçu

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Verde Louro

É na Fazenda Mato Grande, na Coxilha dos Cunha, há 36 quilômetros da cidade, quase na divisa de Canguçu com Piratini, que  há anos crescem sob o sol dos pampas, oliveiras de um tipo especial, que se adaptaram com perfeição ao clima do sul do estado. Os azeites produzidos a partir delas tem ganhado o gosto da comunidade e chamado a atenção do município em países europeus.

As mudas foram plantadas seguindo rigorosos critérios técnicos e seu crescimento é acompanhado de perto por profissionais especializados.

Segundo o engenheiro agrônomo Samuel Welter, a região é privilegiada pelo clima subtropical e com os baixos níveis de chuva durante o ano, combinados às propriedades especiais do solo, tornaram o local ideal para o plantio de oliveiras de elevada qualidade.

— Oliveira hoje no estado ainda é uma novidade. No início foi mais complicado, porque é um solo totalmente diferente de onde é originária: da costa do Mar Mediterrâneo com o lado do oriente médio, uma região seca com solos arenosos. No Rio Grande do Sul o solo é mais úmido. Hoje, está mais definido o caminho da produção mas segue segundo um desafio diariamente. — explica o engenheiro agrônomo.

Para garantir um sabor único e tradicional, a colheita é feita ainda precoce, tradicionalmente entre os meses de fevereiro e março, conservando as propriedades verdes da azeitona que são produzidas em mais aroma e sabor.

As variedades das azeitonas dão nome e identidade às linhas de azeites: Arbequina, com um sabor suave, amanteigado e levemente picante indicado para molhos, saladas e acompanhando pães. Arbosana, com leve intensidade de amargo e picante, indicado para massas, carpaccio, saladas de folhas amargas. Koroneiki, com um sabor mais intenso e diferenciado, indicado para saladas amargas e peixes.

Além deles, ainda há o Blend Edição Limitada que é composto por uma combinação de variedades dos três tipos de azeitonas.

Na fazenda, onde se encontra o primeiro pomar do Município, o trabalho abrange desde a plantação até a extração e produção. Segundo o engenheiro agrônomo, o trabalho começa com a seleção do projeto, a definição do espaçamento, passa para o preparo do solo, depois vem o plantio e o pós plantio, onde entra o cuidado com a muda.

Após a colheita, as azeitonas passam por um processo onde são limpas, lavadas e pesadas. A elaboração do azeite extra virgem é feita por extração a frio, onde não há mais prensagem da massa da azeitona, mas sim batido e centrifugado com tempo e temperatura controlados para retenção de aromas. Segundo Samuel, só o que é feito fora é a garrafa, que vem de São Paula ou da Itália.

— Há cerca de 8 anos a matriz comprou este espaço para o pomar. Quando a fazenda começou, eram cerca de 500 hectares no estado. Hoje são cerca de 4 mil. Só em Canguçu são 250 ha e nossa meta a curto-médio prazo é plantar em novas áreas e alcançar as 300 ha. — destaca Samuel.

Além da Fazenda, o engenheiro apontou ainda para outros pomares, como na divisa com o Município de Encruzilhada do Sul, Camaquã, Perto da Vila Silva, e na Trapeira.

Para Welter, a comunidade recebeu muito bem o produto. A distribuição é a nível nacional mas Canguçu fica em terceiro colocado nas vendas.

— A gente presa sempre pela qualidade do produto, dentro da realidade brasileira. — finaliza o responsável pelo pomar.

PREMIAÇÕES NO EXTERIOR

Segundo Samuel, a Verde Louro foi a primeira marca brasileira a ganhar uma medalha de ouro em concursos internacionais. Em abril deste ano, a Verde Louro Azeites participou do Concurso Internacional de Azeites do Japão – Olive Japan, a maior competição de azeites da Ásia e Oceania. A marca ganhou a medalha de Prata nos azeites Arbequina e Koroneiki, safra 2018.

O azeite Arbequina ainda foi premiado em mais um concurso internacional. Desta vez foi no Prêmio New York International Olive Oil Competition. “Todas as nossas linhas já foram premiadas. Participamos de 4 concursos e fomos premiados em todos, com duas medalhas de prata e uma de ouro em concursos na Itália. Japão e Estados Unidos.

— Hoje, a nossa principal contribuição para o município não é na arrecadação ou a oferta de empregos, mas a divulgação de Canguçu. Talvez daqui há 5 anos mais pessoas venham visitar o município para conhecer o que é o azeite. — afirma Welter.

 

*** Matéria produzida em parceria com o Jornal Tradição Regional

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Primeira Maratona Musical Todos pelo Diogo arrecada R$ 15 mil

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Foto: Arquivo Pessoal/Reprodução

No último domingo (28), a Pedra de Toque promoveu uma Maratona Musical no Ginásio Municipal para arrecadar fundos para o tratamento do Diogo Zarnot.

O evento contou com a participação solidária de 21 artistas. Segundo a organização, os músicos não cobraram cachê, nem mesmo taxa de transporte. A janta para os músicos foi doada por um empresário local.

Todo dinheiro arrecadado dos ingressos e da copa foi revertido integralmente ao Diogo Zarnot. Foram vendidos 1.065 ingressos, revertendo em R$ 10.650. Na copa, foram arrecadados R$ 4.532,00. Ao todo, foram repassados a família R$ 15.132,00 para o tratamento do menino.

“Já recebemos convite de Pedro Osório para organizarmos uma festa lá.” explica o proprietário da Pedra de Toque, Ahmad Hassan Filho.

Hassan explicou ao Jornal Canguçu Notícia que a empresa está estudando a agenda, de acordo com a viabilidade das datas em aberto, e garantiu que a festa acontecerá.

“Continuamos na luta até que o remédio seja definitivamente disponibilizado pelo SUS.” argumenta Hassan.

RELEMBRE O CASO

Diogo foi diagnosticado com Atrofia Muscular Espinhal tipo 2. A doença é rara, grave e degenerativa, e se caracteriza pela degeneração e perda de neurônios motores da medula espinhal e do tronco cerebral, resultando na fraqueza muscular progressiva e atrofia.

O único remédio atualmente, que pode parar a progressão da doença é o Spinraza, que ainda não é disponibilizado pelo sistema único de saúde, e tem o custo de em média 318 mil reais cada dose.

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